Era uma vez um dia a Joana perguntou à mãe:
- Oh mãe, quando é que podemos ir ao circo ver os palhaços?
- Oh Joana, hoje podemos ir ao circo ver os palhaços.
- Que giro. Obrigada mãe!
- Anda, Joana, ou chegas atrasada. E não queres chegar atrasada, pois não?
- Claro que não, mãe. Despacha-te, senão o espectáculo acaba.
- Nós vamos ter que ficar um bocado em casa.
- Porque é que vamos ter que ficar um bocado em casa?
- Porque o espectáculo ainda não começou e porque o circo ainda não abriu - disse a mãe.
- Oh mãe, a que horas abre o circo?
- Abre às onze da manhã.
- Oh mãe, no circo podes comprar-me algodão doce.
- Posso, mas se não houver, vou-te comprar um chupa-chupa.
No circo, a mãe compra o algodão doce e depois o chupa-chupa.
- Obrigada mãe, por me comprares um chupa-chupa para comer agora.
- Não comas agora, porque o algodão doce está na barriga.
- Acho melhor comer depois do espectáculo.
- Também acho melhor comeres depois do espectáculo.
- Oh mãe, depois de eu comer este chupa-chupa, podes-me comprar outro?
- Ainda vou pensar se te vou comprar o chupa-chupa.
Mais tarde, a Joana pergunta de novo:
- Oh mãe, podes comprar-me mais outro chupa-chupa?
- Está bem, posso comprar outro chupa-chupa para tu comeres.
- Obrigada mãe, por me comprares outro chupa-chupa.
- Queres também algodão doce?
- Compras-me algodão doce?
- Claro que posso comprar algodão doce.
Isabel (7 anos)
Estórias de Crianças
sexta-feira, 9 de julho de 2010
O primeiro dia nas aulas
Um dia, uma menina chamada Rita disse para si:
- Oh mãe, quando é que vou para a escola?
- Tu vais para a escola aprender - respondeu a mãe.
- E em que ano vou estar?
- Vais estar no primeiro ano.
- Que giro, eu vou aprender muito mais!
- Vamos ver se tu és de manhã ou de tarde? - perguntou a mãe.
- Eu espero ser de tarde. Sim, vamos!
- Já sei se és de tarde ou de manhã.
- Então sou de tarde ou de manhã?
- És de tarde.
- Que bom. Então quer que de manhã fico no infantário e de tarde vou para a escola.
- Sim!
- Oh mãe, onde é que vamos comprar os livros?
- Aqui. Na escola.
- Oh mãe, os livros na escola são grátis?
- Não, oh Rita, também temos que dar dinheiro pelos livros na escola.
- Está bem.
Isabel (7 anos)
- Oh mãe, quando é que vou para a escola?
- Tu vais para a escola aprender - respondeu a mãe.
- E em que ano vou estar?
- Vais estar no primeiro ano.
- Que giro, eu vou aprender muito mais!
- Vamos ver se tu és de manhã ou de tarde? - perguntou a mãe.
- Eu espero ser de tarde. Sim, vamos!
- Já sei se és de tarde ou de manhã.
- Então sou de tarde ou de manhã?
- És de tarde.
- Que bom. Então quer que de manhã fico no infantário e de tarde vou para a escola.
- Sim!
- Oh mãe, onde é que vamos comprar os livros?
- Aqui. Na escola.
- Oh mãe, os livros na escola são grátis?
- Não, oh Rita, também temos que dar dinheiro pelos livros na escola.
- Está bem.
Isabel (7 anos)
quinta-feira, 8 de julho de 2010
O primeiro dia de sol
Era uma vez uma cidade em que todos os dias estava a chover. Uma menina chamada Beatriz estava em casa a ver televisão. Ela mudou de canal e disse:
- Amanhã vem sol!
- Que bom! Ainda bem! - disseram os pais.
No dia seguinte, a Beatriz acordou muito cedo e tomou banho, vestiu-se, penteou-se e tomou o pequeno-almoço. Os pais ainda estavam a dormir. A Beatriz disse:
- Que estranho, a minha mãe acorda tão cedo.
Passado algum tempo, a mãe acordou e disse:
- Beatriz, estás em casa?
- Sim mãe, estou em casa.
- O que é que estás a fazer?
- Estou a ver televisão.
- Amanhã vem chuva?
- Não, vem sol!
- Que bom!
- Tens razão, é muito bom vir sol.
- Queres ir ao parque e à praia?
- Claro que quero! E posso ir de calções?
- Claro que podes ir de calções.
- Oh mãe, vamos de manhã ou de tarde?
- Vamos de tarde.
Isabel (7 anos)
Uma composição da Primavera
Era uma vez uma menina chamada Gabriela. Um dia, a menina foi para casa dos avós e disse:
- Em que estação do ano estamos?
- Estamos na Primavera - responderam os avós.
- Posso ir para o jardim apanhar flores?
- Claro que sim, o jardim também é teu.
- Gabriela, hoje vais dormir aqui, mas é para te portares bem.
- Que fixe, eu vou estar um fim-de-semana com os meus avós!
- Aguentas com o peso da mochila? - perguntou o pai.
- Claro que aguento. É só levar para o meu quarto.
- A Gabriela é uma rapariga tão engraçada - disseram os avós.
- É mesmo uma rapariga muito engraçada - confirmaram os pais.
- Estavam a falar de mim?
- Não filha, dá um beijo à mãe e ao pai.
- Podem ir comigo apanhar muitas flores para a minha mãe - disse a Gabriela aos avós. - Ao meu pai ainda não sei o que vou dar.
- Então porque é que não dás um livro? - perguntou a avó.
- Boa ideia - disse a Gabriela, sorridente.
Isabel (7 anos)
terça-feira, 6 de julho de 2010
O João vai ao piquenique
- Hoje vou a um piquenique com os meus pais - disse o João ansioso. - Ajudei o meu pai a fazer as sanduíches e ajudei a minha mãe a preparar o lanche.
- Filho, diz ao teu pai que eu vou tomar um banho quente e que vamos hoje para o piquenique um bocadinho mais tarde - disse a mãe.
- Está bem, mãezinha - respondeu o João. - Eu digo ao papá que tu vais tomar um banhinho muito, muito quentinho. Antes de ir dizer ao pai, posso tomar banho contigo?
- Primeiro vais dizer ao pai - a mãe respondeu -, e depois é que podes vir tomar banho comigo. E não corras que assim ainda cais.
E o João foi a andar, mas parecia que ia a correr.
- Mãe, já fui dizer. Agora posso ir para esse banho tão quentinho?
- Claro, filho. Já podes entrar aqui.
E o João saltou do tapete para o banho; parecia que ia fazer o salto em comprimento! A mãe disse:
- Está na hora de sair do banho, limpar e vamos vestir.
- Está na hora de ir para o piquenique!
Isabel (7 anos)
terça-feira, 29 de junho de 2010
Se eu fosse uma rã
Se eu fosse uma rã, não podia falar e não podia andar. Vivia num lago com muitos peixes que eram muito coloridos. Em vez de andar, saltava e por isso não podia ir para a escola, aprender a ler e a escrever. Porque se falasse, ninguém perceberia o que eu dizia e não podia fazer os trabalhos para casa. Não podia fazer quase nada, a não ser saltar e dizer "Erebite!", ou também podia dormir enterrada na terra. Também podia fazer buracos na terra, mas não eram muitas as coisas que podia fazer, se fosse uma rã. Mas eu não sou uma rã, sou uma pessoa!
Carolina (7 anos)
Os anos da tartaruga Sofia
Era uma vez uma tartaruga chamada Sofia que estava quase a fazer anos. Só que ela ainda não sabia onde seria a festa. À tarde, foi brincar com os amigos para o parque. Depois perguntou-lhes o que é que queriam fazer nos anos dela. O cisne sugeriu uma piscina, e o caracol disse:
- E se fizéssemos um torneio de mini-golf?
- E se fizéssemos um jogo de futebol? - perguntou a doninha.
A seguir, a Sofia ficou um pouco pensativa e disse:
- Já sei! E se fôssemos ao parque de diversões da cidade? Lá tem todas essas coisas!
E todos concordaram.
Quando a Sofia chegou a casa e disse aos pais que queria fazer anos no parque de diversões da cidade, os pais disseram que havia um problema. A Sofia só podia levar dois amigos, mas só que ela não sabia quais.
Depois foram jantar e a mãe de repente teve uma ideia.
- E se fizéssemos um parque de diversões no jardim?
A Sofia concordou com a ideia da mãe. No dia seguinte foram à loja comprar o material e a seguir começaram a fazer. Quando acabaram foram para dentro. De manhã, todos os amigos foram a casa da Sofia e perguntaram quando é que iam para o parque de diversões da cidade, e a Sofia disse:
- Venham aqui ao jardim.
Eles foram e quando chegaram, a Sofia disse que já não iam ao parque de diversões da cidade. E todos foram brincar para o jardim. A Sofia brincou um pouco com cada um e ninguém ficou triste. Depois foram cantar os parabéns, comer o bolo e depois deram as prendas.
Carolina (7 anos)
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